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Como Precificar seu Artesanato — Calculadora Grátis 2026

Descubra o preço mínimo e o preço ideal para cada peça. Sem achismo: matemática simples que garante lucro de verdade.

Por que a maioria das artesãs cobra errado?

A resposta mais comum sobre preço é: "cobro o que a concorrência cobra" ou "cobro o dobro do custo do material". Os dois métodos levam ao mesmo lugar: trabalhar muito e lucrar pouco — ou até trabalhar no prejuízo sem perceber.

Quando você copia o preço da vizinha, pode estar copiando o erro dela. Quando você usa só o custo do material, está ignorando o componente mais caro da sua peça: o seu tempo.

📊 Dado real: Uma pesquisa com artesãs brasileiras mostrou que mais de 60% não incluem o custo do próprio trabalho no preço. Resultado: vendem muito, mas o saldo no fim do mês não aparece.

Os 4 componentes do preço correto

🧵 Custo dos Materiais Tudo que entra na peça: linha, tinta, cola, papel, tecido, miçanga, resina — rateado por unidade produzida.
⏱️ Custo do Trabalho Horas de produção × seu valor por hora. Este é o componente que mais artesãs esquecem — e é o maior.
💡 Custos Fixos Luz, internet, aluguel (proporcional), embalagem, taxa de plataforma — distribuídos entre todas as peças do mês.
📈 Margem de Lucro O percentual que sobra depois de cobrir todos os custos. É o que faz o negócio crescer — mínimo 30–50%.
Fórmula do Preço de Venda
Preço = (Material + Trabalho + Fixos)
÷ (1 − Margem%)

Quanto vale a minha hora de trabalho?

Essa é a pergunta que trava a maioria das artesãs. Uma referência prática: calcule quanto você quer ganhar por mês e divida pelas horas que consegue trabalhar.

Exemplo: meta de R$3.000/mês, trabalhando 6h por dia, 20 dias = 120 horas. Sua hora vale R$25,00. Se uma peça leva 2 horas para fazer, já tem R$50,00 só de trabalho — antes de qualquer material.

Não use o salário mínimo como referência de mínimo. Use a sua meta de renda. Você é dona do negócio, não funcionária.

Erros mais comuns ao precificar

  • Não contabilizar o próprio trabalho — o erro mais comum e mais caro. "Eu faço porque gosto" não paga conta.
  • Usar a fórmula 2× o material — funciona só para peças com material caro e produção rápida. Na maioria dos casos, subestima o preço.
  • Ignorar as embalagens — caixa, fita, papel seda, sacola: somam facilmente R$3–8 por peça.
  • Não incluir o custo da plataforma — Elo7, Shopee e Instagram cobram de 10% a 25% por venda. Quem não conta isso, paga do próprio bolso.
  • Baixar o preço para competir — se o concorrente está vendendo por menos, talvez ele esteja no prejuízo. Você não precisa acompanhar.
Calcular Preço da Minha Peça Agora

Preço para venda online vs. feira vs. encomenda

O canal de venda muda o preço — porque muda o custo. Para vendas online (Elo7, Shopee, Instagram), adicione de 15% a 25% ao preço base para cobrir a taxa da plataforma e eventualmente o frete grátis como estratégia.

Em feiras presenciais, o custo de participação (taxa da banca, transporte, embalagem extra) deve ser rateado pelo volume esperado de vendas no evento. Para encomendas personalizadas, considere cobrar 20–30% de entrada para cobrir o custo dos materiais antes de começar.

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